João de Abreu viveu em uma época anterior
a televisão e ao computador, quando conviveu com poetas
populares na rua em que nasceu e foi criado; homens como
Luiz Carlos Tubarão ou Dequinha encantavam seus ouvidos,
mantendo uma tradição oral hoje perdida para os games, as gomas e os gnomos eletrônicos.
Em sua infância, blocos carnavalescos,
como Pantera Cor-de-Rosa (IAPI da Penha) e Cacique de Ramos
educavam-no com melodias ricas, que competiam saudosa e
saudavelmente com o Bafo da Onça e o Boêmios de Irajá.
Na década de 1960, aos 16 anos de idade,
“Joãozinho Maluco” (como era chamado na época) subiu ao
palco de um colégio estadual do 2º Grau para cantaruma
marcha-rancho, precocemente levantando bandeiras pela
preservação de ritmos nacionais, principalmente os quase
extintos.
Ouve lá na Portela – década de 1970 – lá
no Mourisco, um verdadeiro encantamento: “Lendas e
Mistérios da Amazônia”. Daí em diante, os botequins da Lapa,
do Bairro de Fátima e de Santa Teresa cruzaram seu caminho
até o final da década de 1990.
Botinquinzeiro por formação, atualmente faz
parte da Ala de Compositores da Escola de Samba Grêmio
Recreativo e Educativo Império da
Tijuca.
Hoje, 2008, tem gravado o CD demo “Eu, a
Esperança e a Saudade”, onde apresenta sambas de vários estilos
e com vários amigos parceiros.
Em janeiro de 2009, estará lançando
oficialmente o CD "Espírito do Samba", na Lapa, com direção
musical de Pakato do Cavaco e abertura de Gegê de Itaboraí e
Hugo Reis (da Mocidade de Padre Miguel).